Como Escolher um Caderno Para Journal (Sem Precisar Encontrar o “Caderno Perfeito”)
Uma das dúvidas mais comuns de quem quer começar um journal é:
“Mas… qual caderno eu compro?”
Pontilhado ou pautado?
Sketchbook?
Papel grosso?
Argolado?
A5?
Capa dura?
Importado?
Instagram fez parecer que existe um caderno oficial do journaling.
Mas a verdade é bem menos complicada.
Você não precisa encontrar o caderno perfeito para começar.
E, provavelmente, seu estilo de journal ainda vai mudar várias vezes até você descobrir o que realmente gosta.
Então, antes de gastar energia procurando “o melhor caderno do mundo”…
vamos simplificar.
Primeiro: não existe um único caderno certo
O melhor caderno depende do jeito que você gosta de usar o seu journal.
Porque alguém que ama aquarela provavelmente procura coisas diferentes de alguém que gosta de listas minimalistas.
Então a pergunta muda de:
❌ “qual é o melhor caderno?”
para:
✓ “qual funciona melhor para o meu jeito de criar?”
✦ Caderno simples (sim, aquele mesmo)
Vamos começar pelo menos glamouroso.
E talvez o mais subestimado.
O caderno simples funciona perfeitamente para journal.
Brochura, espiral, escolar, sem marca famosa.
Funciona.
Principalmente se você quer:
- testar journaling sem pressão;
- começar sem gastar muito;
- descobrir seu estilo primeiro;
- fazer journaling focado em escrita.
Pode combinar com você se:
✓ está começando;
✓ prefere praticidade;
✓ quer algo acessível.
✦ Caderno pautado
O clássico das linhas.
Muita gente ama.
Muita gente foge.
Depende do seu estilo.
As linhas podem ajudar quem gosta de:
- escrever bastante;
- organização visual;
- páginas mais alinhadas.
Mas algumas pessoas sentem que elas “limitam” a criatividade.
Não existe resposta certa aqui.
✦ Caderno pontilhado (dot grid)
O famoso queridinho do Bullet Journal.
Ele fica no meio do caminho entre liberdade e estrutura.
Os pontinhos ajudam a:
- alinhar elementos;
- criar layouts;
- desenhar caixas;
- organizar páginas.
Sem parecer tão rígido quanto linhas completas.
Pode combinar com você se:
✓ gosta de organização + liberdade;
✓ quer testar bullet journal;
✓ ama layouts personalizados.
✦ Caderno sem pauta / folha branca
Liberdade total.
Nenhuma linha.
Nenhuma grade.
Só a página.
Ótimo para:
- desenhos;
- colagens;
- journaling artístico;
- páginas criativas;
- mistura de materiais.
Mas… para algumas pessoas, a folha completamente branca pode dar aquele leve “socorro, espaço demais”.
✦ Sketchbook
Muito usado por quem gosta de um journal mais criativo.
Geralmente possui papel mais encorpado.
Pode funcionar melhor para:
- marcadores;
- colagem;
- tinta;
- aquarela leve;
- mixed media.
Só vale observar a gramatura do papel.
Nem todo sketchbook é igual.
✦ Espiral, brochura ou argolas?
Outro clássico do universo das dúvidas.
Espiral
Prático.
Abre totalmente.
Facilita escrever e decorar páginas.
Algumas pessoas amam.
Outras não gostam da espiral “invadindo” a experiência.
Brochura (encadernado)
Visual mais clean.
Sensação mais “livro”.
Muito popular em journals pessoais.
Argolas / fichário
Ótimo para quem gosta de mudar páginas, reorganizar, adicionar folhas ou experimentar formatos diferentes.
Mais flexível.
Menos definitivo.
✦ E o tamanho?
Outra pergunta frequente.
Pequeno (A6 / bolso)
Bom para:
- levar na bolsa;
- registros rápidos;
- journaling cotidiano.
Médio (A5)
O equilíbrio clássico.
Nem enorme.
Nem pequeno.
Muito usado porque funciona bem para vários estilos.
Grande (A4 ou maior)
Mais espaço para:
- arte;
- colagem;
- spreads elaborados;
- páginas visuais.
Mas menos portátil.
✦ Papel importa?
Depende do que você pretende usar.
Se o seu journal for principalmente:
escrita + caneta comum → papel simples costuma funcionar.
Se você quer usar:
- marcador;
- brush pen;
- tinta;
- aquarela;
- colagem pesada;
talvez valha olhar gramaturas maiores.
✦ E se eu escolher “errado”?
Pequeno segredo do journaling:
quase todo mundo muda de preferência depois de começar.
Normal.
Seu primeiro journal não precisa ser seu journal definitivo.
Você pode descobrir que:
“achei que gostava de folha branca, mas amo pontilhado.”
Ou:
“comprei um caderno enorme… claramente sou do time compacto.”
Faz parte do processo.
Comece com o que você tem
Sim.
Essa dica continua válida.
Antes de transformar a escolha do caderno em uma missão impossível…
olhe ao redor.
Talvez você já tenha algo que funcione.
Um caderno parado.
Um sketchbook esquecido.
Um bloco simples.
Porque, no fim das contas, um journal existe muito mais pelo uso do que pelo material perfeito.
Não existe prova final de journaling
Você não ganha pontos extras por usar o caderno mais bonito, mais caro ou mais aesthetic.
O melhor caderno é o que:
✓ você sente vontade de abrir;
✓ funciona para seu estilo;
✓ não cria medo de “estragar”.
Esse já é um ótimo começo.
Veja também:
→ Tipos de Journal: qual combina com você?